sábado, 14 de novembro de 2009

Meu coração vagabundo...


Que coração bobo, bobo e vagabundo, vagabundo e egocêntrico.

Diga-me: o que há? Por que eu não consigo desviar o olhar? Por que eu ainda sinto frio na barriga? Droga... você nunca vai entender!

Vou correr por aí, andar pelas ruas desertas, deixando a chuva me molhar quando ela cair. Vou tomar litros de cerveja, cair de porre por aí... sóbria por dentro. Talvez assim eu esqueça o seu sorriso. Só por uns minutos, só para nascer de novo.

Quanta bobagem! Não vou fugir de novo... não vou sangrar por dentro. Não dessa vez.

Eu te amo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Ele se levantou da cama lentamente e foi para a sacada do prédio. Ainda eram quatro da manhã, talvez por isso não tenha se importado com sua nudez. Pegou um cigarro que estava na cadeira de palha e o acendeu. Fumou-o lentamente, até que ela apareceu igualmente nua. Pegou o cigarro da mão dele e saboreou a primeira tragada:
_ Está frio _ ela disse.
Ele continuou calado, apenas olhando as poucas estrelas que ainda estavam no céu. Pensava nos últimos acontecimentos da noite. Ele gostava dela, gostava até demais. Mas ele era alguém livre.
_Preciso ir embora, Maria.
_Ainda é cedo, espere um pouco mais.
Ele deu um suspiro lento e a puxou para si. Beijou-a com a toda a intensidade e juntos voltaram para a cama. Fizeram sexo pela segunda vez, dessa vez com mais ardor. Adormeceram.
Já passava das sete quando ambos despertaram. Tomaram banho e um café juntos. Ele pegou suas coisas e dirigiu-se para a porta da frente do apartamento. Ela o acompanhou. Se olharam por dois segundos e deram um longo beijo. A despedida.
_Até mais, Maria.
Ela não respondeu. Apenas ficou olhando enquanto ele se afastava. Ela sabia que o fim havia chegado. Encostou-se na porta. Suspirou:
_Ele é alguém livre... e eu também...

sábado, 31 de outubro de 2009

"Busco uma resposta que acalme o meu coração..."

Eu escrevo pandemônios, escrevo coisas sem sentido e cada vez mais egocêntricas. Às vezes eu não tenho escrúpulos, às vezes eu tenho demais. Só queria dizer que quase sempre eu lembro. Quase sempre lembro de palavras jogadas ao vento. Elas sempre se escondem em minha alma, no lugar mais secreto do meu coração bobo.
Eu lembro de lágrimas quase derramadas e de palavras que doem um pouco. Não se magoe se eu não quiser ouvir... é que às vezes dói demais... e eu não preciso dessa dor.
Eu fiquei feliz quando te vi, feliz porque percebi que alguma coisa importa. Alguma coisa sempre importou. Nem tudo é para sempre.
E como eu te disse, com a cevada, meus pensamentos ficam mais velozes e eu consigo expressar coisas que até então teimavam em ficar escondidas. Escondidas porque eu sou “durona”, porque talvez eu não seja um ser humano.
Eu vi fogo na cabeça de um homem e vi a luz de um poste ficar embaçada. Vi um olhar me acompanhar em um banco que se movia enquanto as lágrimas caiam e minha alma se tornava transparente. Eu sempre te amei lindamente, só esqueci como se demonstrava isso... acho que aprendi tarde demais...
As pessoas não entendem...
Não entendem o quanto eu morro de ciúmes e o quanto eu me fecho em um mundo circular. Eu nunca disse certas coisas a ninguém, nem para esvaziar o peito, nem para contar poesias.
Sei lá, certas coisas a gente não entende, certas coisas a gente não move. Eu não sei mais o que fazer, essa é a verdade.
Talvez eu não goste das coisas que não sejam “totalmente sinceras” ou recíprocas, por isso eu não te procuro, para não perceber que falta alguma coisa, que falta um coração. Nada do que é feito sozinho tem sentido.
Não quero me meter em situações em que talvez eu não seja bem-vinda, nem em situações em que ninguém sinta minha falta no final.
Ninguém sabe a dor que eu sinto, mas eu sei que um dia ela vai passar, ela sempre passa!
Ouça só um pouquinho o som dos passarinhos e não deixe de acreditar em quem olha diretamente nos teus olhos.
Me abrace, só um pouquinho e minta dizendo que tu não me viste chorar, que tu não percebeste o quanto que doeu. Segure minhas mãos de forma tão forte que eu não possa tirá-las e permita que eu te olhe nos olhos novamente. Só um pouquinho.
Eu estava bem... sim, eu estava bem.
Conte-me mais dos seus segredos e esqueça (só minta que esqueceu) tudo o que te falei. Mas de vez em quando dê indiretas para que eu saiba que alguma lembrança ficou.
Puxe a outra perna! Só por dois minutos, para que nos sintamos livres o resto da vida.
Me ligue de vez em quando ou então vá me buscar naquele lugar, só para eu me sentir viva. Me segure por dois segundos e permita que uma única lágrima caia em meu ombro, só para eu ter um pouco do teu coração em minha alma.
Esqueça o resto do mundo. Só naquele momento. Só para eu esquecer o egocentrismo e deixar de ser tão enigmática. Será que eu sou?
Deixe-me sentir que ainda sou especial e me deixe com minha dor... talvez assim eu aprenda mais...
Ah! Esqueça tudo o que disse. Tudo vai ficar bem.

domingo, 25 de outubro de 2009

é isso... chega!


Algumas pessoas não se importam. Às vezes eu também não me importo, fecho os olhos para algo que está parado em minha frente.Tento não sonhar, mas é algo que não consigo. Dói-me olhar para o horizonte e não ver o arco-íris. Estou presa em uma caixa de vidro, gritando desesperadamente por um nome inimaginável, mas ninguém pode me ouvir, o grosso vidro impede a passagem de som. Muitos me dizem para lutar, mas me encontro praticamente sem forças. Estou ferida. Cheia de arranhões em minha alma. Chagas que demorarão a sarar.A cada dia, conheço mais pessoas, mas nenhuma pode ocupar um saudoso lugar.As pessoas me olham e eu sempre sorrio. Procuro parecer feliz, mas só eu sei o que se passa em meu interior despedaçado. Só eu sinto a amargura.Tento fugir de uma sombra que me persegue insistentemente, todavia, a cada momento em que eu mudo de lugar, ela me acha. Uma sombra escandalosa. Uma sombra verdadeira.Prendo lágrimas que teimam em querer cair. Mas não caem. Quanto mais eu corro, mais um ímã me puxa para o mesmo lugar. E eu descobri que sou forte. Muito forte. No momento em que mais senti vontade de chorar, estanquei as lágrimas. No momento em que mais quis me isolar, botei um sorriso no rosto e encarei o mundo. Apesar de tudo, quero sua felicidade, mesmo que ela não esteja ao meu lado, mesmo que o meu coração se despedace ainda mais. Ainda leio textos e talvez seja isso o que mais dói. Saber, sim saber. Mas prometi a mim mesma que eu não vou mais sofrer. Não como agora. O mundo me espera! Vou arrancar meu coração e trancafiá-lo em um cofre, no qual jogarei no fundo do mar. Junto de meu coração, colocarei fotos, mensagens e textos. Tudo ficará perdido (pelo menos por enquanto). Enfim, segurarei a mão fria da suntuosa esperança e deixarei meu velho amigo, o tempo, se encarregar de curar feridas, alimentar sonhos e terminar de colocar complexas peças do quebra-cabeça.



“Me falaram pra eu não sonhar...

e eu sonhei.

Me falaram pra eu não amar...

Mas eu te amei!”

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

está tudo bem agora...


Sim, eu estou bem. Apenas preciso que alguém me conte uma piada de vez em quando. E de um abraço também, um abraço que só amigo sabe dar, aquele mais caloroso.
Eu preciso também de um pouquinho de cócegas, só um pouquinho mesmo, para dar um pouco de graça para a vida. Preciso ficar em silêncio às vezes também, só para pensar um pouco, só por dez minutos.
Preciso ir ao boteco do Jorge de vez em quando e tomar algumas milhões de cervejas, tomar um porre para esquecer ou talvez lembrar mais. Às vezes eu preciso acender aquele cigarro, por mais que eu não vá fumar, só para senti-lo em minhas mãos.
Eu preciso escutar aquelas músicas de vez em quando e chorar um balde inteiro para esvaziar o coração.
Às vezes eu preciso tomar banho de chuva, sentir as gotas me lavarem a alma.
De vez em quando eu preciso dizer que eu amo alguém, só para me sentir mais viva.
Preciso também acariciar um bichinho de estimação e olhar nos olhos das pessoas para ver o quanto que as pupilas dilatam.
Eu preciso apenas alugar algumas comédias ou filmes de desenhos animados e tirar um dia de folga para poder me encontrar verdadeiramente.
Eu só preciso te abraçar, só um pouquinho, para sentir que nada é para sempre.
Eu só preciso deitar na grama e ficar olhando as nuvens por alguns milhões de minutos e também preciso cantar algumas milhões de músicas, mesmo que desafinadamente e engolindo palavras.
Apenas preciso ligar para dizer “oi” e passar a tarde inteira assistindo “Todo mundo odeia o Cris”. Só preciso sentir o cheiro de terra molhada e ficar descalça de vez em quando...
Só preciso me sentir viva...
Sim, eu estou bem... agora sim...

domingo, 18 de outubro de 2009

...


“Eu sou a pessoa mais forte do mundo, eu já aguentei coisas muito piores, por que não vou aguentar isso?”
É mais difícil do que parece. Claro que é. Ninguém vai entender.
Pela primeira vez eu consegui dizer para alguém o que realmente estava sentindo, o que fazia doer tanto e isso me deu coragem. Muita coragem.
Eu fiquei com o coração límpido, mas totalmente cheio de costuras.
Falei para ela tudo o que estava entalado na garganta e pus para fora todas as lágrimas que estavam presas. “Tu precisa colocar tudo para fora, chorar tudo”. E eu chorei...
Refleti sobre cada segundo que transcorreu desde aquele dia. Tudo me veio como uma brisa extremamente fria num dia mais frio ainda.
Mas eu não sou digna de pena. Não preciso disso, não mesmo. Só precisava chorar um pouco para tentar livrar o coração do que magoa e terminar de costurar os pedaços. Precisava de um abraço. O que aconteceu?
“Tu fez tudo o que estava no teu alcance. Agora deixa o tempo cuidar do resto”.
Eu fiz tudo o que poderia ter feito...
Mas o que me falaram para fazer um dia, é algo que absolutamente não dá para fazer.
Enquanto existir pôr-do-sol eu vou estar sentada de braços bem abertos e o coração aos saltos.
“Eu odeio a palavra nunca”. O nunca não existe, não para a pessoa mais otimista do mundo.
O tempo sempre foi o meu melhor amigo, mesmo naquele dia em que eu levantei daquela calçada aos prantos e dizendo: “Pára de chorar, tu não é digna de pena! Levanta essa cabeça já!”.



Deixe de bobagens... talvez eu não chore mais...

sábado, 3 de outubro de 2009

Se não for para me fazer bem, não me conte...


Não me conte sobre aquela doença crônica, não com tanto ardor. Não me conte sobre coisas frustradas, sonhos que não foram realizados. Nem tente me frear por eu sonhar demais.

Não fale de coisas supérfluas, coisas sem sentido para mim. Se não vier para me acrescentar nada de bom, guarde seu estúpido comentário para si mesmo... EU NÃO PRECISO DISSO...

Deixe-me voar livre por aí e acreditar no que eu bem quiser. Pode me criticar sim, mas me critique na minha frente e só diga se a crítica for construtiva.

Sinceramente, não preciso de opiniões medíocres nem de poucas ironias. Eu mesma posso dá-las ou comentá-las. Preciso de comentários construtivos...

Bááááá... esqueça... esqueça de me contar! Eu não preciso saber. Estou cansada disso... ¬¬